O tricô é uma das formas mais populares de trabalhos manuais. E é a mais abrangente, também. Desde a vovó até a netinha, o tricô é um objeto de interesse de todas as faixas etárias. Muitas o estimulam como um hobby e muitas o encaram como uma profissão. Para tantas outras, o tricô é um estilo de vida.
É durante essa atividade que as amigas se reúnem para bater papo e desfiar a conversa no mesmo ritmo em que desfiam a lã. Por isso, “tricotar” se transformou em uma gíria muito coerente para “fofocar”. O falatório completa o tricô como o queijo completa a goiabada.
Não se desaponte se você está começando a fazer tricô agora, e ainda precisa direcionar toda a sua atenção para o movimento das mãos. A habilidade das tricoteiras de conciliar o papo com as agulhas é uma arte que amadurece com a prática – assim como quando aprendemos a ler e ainda enxergamos as sílabas isoladas e não a palavra inteira, ou quando dirigimos pela primeira vez e concentramos todos os nossos esforços em acertar os pedais. Com o tempo, a técnica do tricô vai se tornar automática para você também. Aí, é só encontrar um bom grupo para jogar conversa fora, e mãos à obra!
Tricotar virou sinônimo de fofocar!Dizem as más línguas que a internet afasta as pessoas e isola cada um nos monitores de seus respectivos laptops, mas, na verdade, a web está permitindo justamente o oposto: ela possibilita que pessoas com gostos e interesses simalres se conectem e levem o contato para outro plano, o real. Hoje, as moças se conhecem em fóruns de tricô e, a partir daí, se reúnem pessoalmente em cafés, shoppings e livrarias, para falar sobre tudo e sobre todos enquanto criam com as mãos.
As mulheres do Tricoteiras são as principais representantes disso: desde 2008, elas estimulam a discussão do tricô pela internet, e se reúnem em pessoa periodicamente, para bater papo e trocar receitas. As integrantes do grupo encaram o tricô como um hobby e uma terapia, e como um complemento às atividades cotidianas, como às suas próprias carreiras. Funciona para elas e para centenas de outras mulheres que também foram mordidas pelo bichinho do tricô. Haja conversa – e haja criatividade também! E você? Já deu as suas tricotadas?

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